Endometriose
Endometriose Profunda
A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica que pode acometer ovários, ligamentos, intestino, bexiga e nervos pélvicos. Em suas formas mais complexas, conhecidas como endometriose profunda, infiltra tecidos, forma aderências, altera a anatomia e pode provocar dor pélvica crônica, impacto intestinal e urinário e dificuldade para engravidar.
Por não evoluir de forma linear, a endometriose profunda exige avaliação detalhada, interpretação adequada dos exames e acompanhamento com profissional experiente em endometriose profunda infiltrativa, a variante mais complexa da doença. A atuação da Dra. Kathiane Lustosa se concentra justamente nesses casos, com diagnóstico preciso, planejamento cirúrgico individualizado e capacidade de condução integrada quando há acometimento intestinal, vesical ou ureteral.
Mais do que tratar a endometriose
A Dra. Kathiane Lustosa tem o compromisso de devolver qualidade de vida às suas pacientes, incluindo casos de infertilidade associada à endometriose, dor pélvica persistente e limitações importantes na rotina. Sua atuação une ciência, tecnologia e humanidade, partindo do princípio de que cada mulher é única e merece ser ouvida, compreendida e tratada com respeito.
Como a endometriose se desenvolve

O tecido semelhante ao endométrio, que deveria estar restrito ao útero, implanta-se em locais como ovários, septo reto-vaginal, bexiga, intestino e ligamentos pélvicos.
Resposta Hormonal Cíclica
Esse tecido responde aos hormônios menstruais, inflamando-se a cada ciclo. A repetição desse processo resulta em:
- Dor progressiva
- Sangramentos internos microscópicos
- Alterações intestinais e urinárias
- Infertilidade associada à endometriose
Formação de Aderências
Com o tempo, a inflamação contínua forma aderências, verdadeiras “cicatrizes internas” que distorcem a anatomia e explicam por que muitas mulheres têm sintomas intensos e multifatoriais.
Como a Dra. Kathiane Lustosa conduz o diagnóstico
O diagnóstico da endometriose não é feito apenas pelo exame. Ele exige contexto clínico, exame físico experiente e interpretação especializada das imagens.
A consulta segue um protocolo utilizado nos principais centros internacionais:
História clínica aprofundada
Identificação do padrão da dor, relação com o ciclo, impacto digestivo e urinário, intensidade das cólicas, efeitos na vida sexual e limitações funcionais.
Exame físico direcionado
Palpação cuidadosa que busca rigidez, nódulos profundos, mobilidade reduzida dos órgãos e pontos dolorosos específicos.
Ultrassom transvaginal com preparo intestinal
Considerado um dos métodos mais sensíveis para mapear doença profunda em intestino, ligamentos e septo.
Ressonância magnética
Complementa o mapeamento, permite avaliar extensão, infiltração e auxilia no planejamento da cirurgia.

Diagnóstico Completo e Preciso
Esse processo revela não apenas onde está a doença, mas como ela se comporta, qual o grau de profundidade e qual abordagem é mais adequada para cada paciente.
Quando o tratamento clínico é suficiente e quando não é

Tratamento Clínico
Mudanças hormonais, anti-inflamatórios, fisioterapia pélvica e suporte nutricional podem controlar a dor e reduzir crises inflamatórias.
Mudanças hormonais
Medicamentos que controlam a atividade inflamatória
Anti-inflamatórios
Controle dos sintomas e crises de dor
Fisioterapia pélvica
Suporte especializado para dor e função muscular
Suporte nutricional
Alimentação anti-inflamatória e suplementação
Essas medidas são valiosas, mas têm limites:
Nenhuma medicação remove a endometriose. Ela apenas “adormece” a atividade inflamatória enquanto for utilizada. Por isso, quando a doença é profunda, compromete órgãos ou afeta diretamente a fertilidade, a cirurgia de endometriose passa a ser o tratamento mais resolutivo.
Dúvidas Comuns
Perguntas frequentes
Respostas claras para as questões que mais chegam ao consultório.
Endometriose tem cura?
A endometriose é considerada uma condição crônica, ou seja, pode exigir acompanhamento ao longo do tempo. No entanto, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida com o tratamento adequado. Dependendo do caso, terapias hormonais, mudanças no estilo de vida, fisioterapia pélvica e, quando necessário, cirurgia especializada podem reduzir a dor, tratar lesões e ajudar a restabelecer o funcionamento normal dos órgãos afetados.
Quando a cirurgia é indicada?
A cirurgia pode ser indicada quando a endometriose provoca dor intensa, limita atividades do dia a dia, compromete órgãos como intestino ou bexiga ou está associada à dificuldade para engravidar. Também pode ser recomendada quando os tratamentos clínicos não conseguem controlar os sintomas de forma satisfatória. Nesses casos, a cirurgia permite remover focos da doença, liberar aderências e restaurar a anatomia pélvica, sempre com planejamento individualizado para cada paciente.
Toda endometriose causa infertilidade?
Não. Nem toda mulher com endometriose terá infertilidade. Muitas conseguem engravidar naturalmente, especialmente quando a doença é leve ou diagnosticada precocemente. No entanto, em alguns casos, a endometriose pode comprometer a fertilidade ao provocar inflamação, alterações na anatomia pélvica ou aderências que dificultam o encontro do óvulo com o espermatozoide.
Por isso, cada caso deve ser avaliado individualmente.
Qual a diferença entre cirurgia robótica e laparoscopia?
Tanto a cirurgia robótica quanto a laparoscopia são técnicas minimamente invasivas utilizadas no tratamento da endometriose. Na laparoscopia, o cirurgião opera por pequenas incisões utilizando instrumentos delicados e uma câmera. Já na cirurgia robótica, os instrumentos são controlados por um sistema robótico que oferece visão ampliada e movimentos mais precisos. A escolha da técnica depende da complexidade da doença, da localização das lesões e da estratégia cirúrgica definida para cada caso.
