Pólipos Endometriais
O que é Pólipos Endometriais?
Os pólipos endometriais, também chamados de pólipos uterinos ou pólipos na cavidade uterina, são formações benignas que se desenvolvem no endométrio, o tecido que reveste internamente o útero. Podem provocar sangramento uterino anormal, aumento do fluxo menstrual, escapes fora do período menstrual, cólicas pélvicas e, em algumas situações, dificuldade para engravidar.
Embora muitos pólipos endometriais sejam pequenos e assintomáticos, alguns podem alterar o funcionamento do endométrio e interferir no equilíbrio da cavidade uterina. Nessas situações podem estar associados a sangramento uterino anormal, infertilidade, falhas de implantação embrionária ou alterações persistentes no padrão menstrual.
A avaliação realizada pela Dra. Kathiane Lustosa integra sua atuação em ginecologia avançada, incluindo investigação cuidadosa para diferenciar pólipos de outras alterações da cavidade uterina, como hiperplasia endometrial, espessamento endometrial e miomas submucosos.

Como os pólipos endometriais se formam
Os pólipos endometriais surgem por alterações na proliferação do endométrio, processo influenciado principalmente por estímulos hormonais, especialmente o estrogênio. Esse crescimento focal do tecido endometrial forma pequenas projeções dentro da cavidade uterina, que podem se desenvolver lentamente ao longo da vida reprodutiva. Entre os principais fatores relacionados ao seu desenvolvimento, destacam-se:
- Estímulos hormonais.
- Ciclos anovulatórios.
- Inflamação crônica.
- Idade reprodutiva.
Os pólipos podem ser únicos ou múltiplos e apresentam grande variação de tamanho, desde formações milimétricas até lesões maiores que ocupam parte significativa da cavidade uterina. A manifestação de sintomas está diretamente relacionada à localização e ao tamanho dessas formações.
Sintomas que merecem atenção
- Sangramento entre os ciclos.
- Escape antes ou depois da menstruação.
- Desconforto pélvico leve.
- Fluxo prolongado.
- Dificuldade para engravidar.
Em muitas mulheres os pólipos endometriais permanecem silenciosos e são identificados apenas durante exames ginecológicos de rotina, como o ultrassom transvaginal. Quando provocam sintomas, geralmente estão relacionados a sangramento uterino irregular, alterações no padrão menstrual ou dificuldade reprodutiva.
A investigação adequada permite identificar precocemente alterações na cavidade uterina e definir a melhor conduta para cada paciente.

Diagnóstico conduzido com precisão
A investigação dos pólipos endometriais é realizada por meio de exames que permitem avaliar a cavidade uterina com segurança e detalhamento. A escolha do método é individualizada, conforme os sintomas, histórico clínico e achados iniciais. Entre os principais exames utilizados estão:
- Ultrassom transvaginal especializado.
- Histerossonografia (quando necessário).
- Histeroscopia diagnóstica como padrão ouro.
Entre esses exames, a histeroscopia diagnóstica é considerada o método mais preciso para avaliar o interior do útero. O exame permite visualizar diretamente a cavidade uterina, identificar pólipos endometriais com clareza, analisar sua localização e definir com segurança a necessidade de tratamento.
Tratamento: quando a remoção é indicada
O tratamento dos pólipos endometriais depende da presença de sintomas, do tamanho da lesão, da idade da paciente e do desejo reprodutivo. Em muitos casos, a remoção é recomendada para controlar o sangramento uterino anormal, melhorar as condições da cavidade uterina para gravidez ou excluir alterações celulares do endométrio, especialmente nas seguintes situações:
Há sangramento irregular persistente.
O pólipo interfere na fertilidade.
Há risco de transformação celular (raro, mas possível).
O pólipo é grande ou múltiplo.
Papel da cirurgia histeroscópica

A histeroscopia cirúrgica é realizada por via vaginal, permitindo o acesso direto à cavidade uterina para a remoção do pólipo com visualização em tempo real. Entre suas principais características:
Cirurgia robótica ginecológica
Entre os benefícios mais relevantes da cirurgia robótica ginecológica estão:
- Sem cortes.
- Recuperação imediata.
- Alta no mesmo dia.
- Preservação total do útero.
Após a retirada, o material é encaminhado para análise anatomopatológica, garantindo confirmação diagnóstica e segurança no acompanhamento ginecológico da paciente.
Dúvidas Comuns
Perguntas frequentes
Respostas claras para as questões que mais chegam ao consultório.
Pólipo endometrial precisa retirar?
Nem todo pólipo endometrial precisa ser removido imediatamente. Pólipos pequenos e sem sintomas podem, em alguns casos, apenas ser acompanhados com exames de controle. No entanto, quando provocam sangramento uterino irregular, aumentam o fluxo menstrual, causam desconforto ou estão associados à infertilidade, a remoção costuma ser recomendada para aliviar os sintomas e avaliar o tecido com segurança.
Em quais casos a histeroscopia é indicada?
A histeroscopia é indicada em casos de suspeita de alterações dentro da cavidade uterina, como pólipos endometriais, miomas, sangramento uterino anormal ou dificuldade para engravidar. Além de diagnosticar, o método também permite tratar essas alterações no mesmo procedimento.
Pólipo pode dificultar gravidez?
Em alguns casos, sim. Dependendo do tamanho e da localização, o pólipo endometrial pode interferir no ambiente da cavidade uterina e dificultar a implantação do embrião. Por isso, quando identificado em mulheres que estão tentando engravidar ou que irão iniciar tratamentos de reprodução assistida, muitas vezes recomenda-se a remoção do pólipo para melhorar as condições do endométrio.
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