Malformações Uterinas


O que é Malformações Uterinas?

As malformações uterinas são alterações congênitas do desenvolvimento do útero que ocorrem ainda na formação embrionária, quando os ductos müllerianos não se fundem completamente ou se desenvolvem de forma irregular. Essas variações anatômicas podem impactar o formato da cavidade uterina e, em alguns casos, interferir na menstruação, na fertilidade e na evolução de uma gestação.

Algumas malformações são silenciosas e descobertas apenas em exames ginecológicos de rotina. Outras podem estar associadas a abortamentos de repetição, dificuldade para engravidar ou complicações obstétricas. A Dra. Kathiane Lustosa atua no diagnóstico preciso e no tratamento dessas alterações dentro da ginecologia avançada, com foco na preservação da fertilidade e da função uterina.

Kathiane Lustosa
Malformações Uterinas

Como surgem as malformações uterinas

O útero se forma ainda durante o desenvolvimento embrionário a partir de duas estruturas chamadas ductos müllerianos. Durante a formação do sistema reprodutor feminino, esses ductos se aproximam, se fundem e dão origem à cavidade uterina normal.

Quando esse processo ocorre de forma incompleta ou irregular, podem surgir diferentes tipos de malformações uterinas, como útero septado, útero bicorno, útero didelfo ou hemiútero. Essas alterações são congênitas, ou seja, estão presentes desde o nascimento, embora muitas mulheres só descubram a condição na vida adulta.

Em alguns casos a malformação uterina não causa sintomas. Em outros, pode interferir na implantação do embrião, na evolução da gestação ou no padrão menstrual.

Os tipos mais frequentes

As malformações uterinas podem apresentar diferentes formatos e graus de alteração da cavidade uterina. Cada tipo possui características próprias e pode ter impactos distintos sobre a fertilidade e a evolução da gestação. Entre as variações mais frequentemente identificadas estão:

  • Útero septado.
  • Útero didelfo.
  • Hemiútero.
  • Útero bicorno.
  • Arcuato.
  • Malformações combinadas.

A identificação correta dessas variações exige exames de imagem específicos e avaliação especializada da anatomia uterina, pois algumas alterações podem ser confundidas entre si e demandar abordagens terapêuticas diferentes.

Sintomas associados

Nem todas as mulheres com malformação uterina apresentam sintomas. Em muitos casos, a condição só é descoberta durante investigação de infertilidade ou após perdas gestacionais recorrentes. Quando os sintomas estão presentes, eles podem variar de acordo com o tipo de alteração anatômica e o impacto sobre a cavidade uterina. Entre os sintomas estão:

  • Abortamentos de repetição.
  • Cólica intensa.
  • Desconforto pélvico.
  • Dificuldade em engravidar.
  • Fluxo alterado.
  • Prematuridade em gestações prévias.

Por esse motivo, muitas mulheres só descobrem a malformação uterina ao investigar infertilidade, abortamentos de repetição ou alterações no padrão menstrual.

Malformações uterinas e fertilidade

Nem todas as malformações uterinas afetam a fertilidade. Muitas mulheres conseguem engravidar e levar a gestação normalmente, dependendo do tipo de alteração anatômica presente.

No entanto, algumas condições, como o útero septado, podem aumentar o risco de abortamentos de repetição, dificultar a implantação embrionária ou alterar a evolução da gestação. Outras alterações, como útero bicorno ou hemiútero, podem estar associadas a parto prematuro ou apresentação fetal anômala.

Por isso, a avaliação individualizada da anatomia uterina é fundamental, especialmente em mulheres que apresentam dificuldade para engravidar ou histórico de perdas gestacionais.

Como a Dra. Kathiane Lustosa realiza o diagnóstico

O diagnóstico das malformações uterinas faz parte da atuação em ginecologia avança, envolvendo a avaliação detalhada da cavidade uterina e da estrutura externa do útero. A escolha dos exames depende do tipo de alteração suspeita e do histórico clínico da paciente.

Exames utilizados:

  • Ultrassom transvaginal 3D.
  • Ressonância magnética.
  • Histeroscopia.
  • Avaliação da cavidade uterina e da morfologia externa.

Esse estudo permite definir se a alteração é apenas uma variação anatômica sem impacto clínico ou se interfere na fertilidade, na implantação embrionária ou no desenvolvimento da gestação.

Exame

Quando a cirurgia é indicada

Nem todas as malformações uterinas precisam de correção cirúrgica. Em muitos casos, quando a alteração não interfere na cavidade uterina ou na fertilidade, o acompanhamento clínico pode ser suficiente. A cirurgia é considerada quando existe impacto funcional ou risco obstétrico aumentado.

A correção cirúrgica é recomendada quando a malformação:

Aumenta risco de abortamento.

Causa dor.

Altera o fluxo menstrual.

Compromete a cavidade uterina.

Reduz chances de uma gestação saudável.

Tratamento cirúrgico

Técnicas cirúrgicas para correção

  • Histeroscopia: Considerada o padrão no tratamento de septos uterinos e outras alterações da cavidade uterina. O procedimento é realizado pela via vaginal, sem cortes externos, permitindo a correção do septo uterino e a restauração do formato normal da cavidade uterina.
  • Laparoscopia ou Cirurgia Robótica: Indicadas para malformações que envolvem a estrutura externa do útero, como o útero bicorno ou algumas formas de hemiútero. Essas técnicas permitem correção anatômica com grande precisão cirúrgica, preservando a função uterina e reduzindo riscos em futuras gestações.

A escolha da técnica depende do tipo de malformação uterina, do impacto sobre a cavidade uterina e do desejo reprodutivo da paciente.

Dúvidas Comuns

Perguntas frequentes

Respostas claras para as questões que mais chegam ao consultório.

Eu posso ter uma malformação no útero e não saber?

Sim, isso é mais comum do que parece. Muitas mulheres possuem algum tipo de malformação uterina e nunca apresentam sintomas. Em vários casos, a condição só é descoberta durante exames ginecológicos de rotina ou quando a mulher inicia uma investigação por dificuldade para engravidar.
Essas alterações surgem ainda durante o desenvolvimento do útero, antes do nascimento, e podem variar bastante de formato e intensidade. Algumas não causam impacto na saúde reprodutiva, enquanto outras podem interferir na fertilidade ou aumentar o risco de abortamentos de repetição.
Por isso, quando há histórico de perdas gestacionais ou dificuldade para engravidar, a avaliação da anatomia uterina costuma fazer parte da investigação.

Ter uma malformação no útero pode dificultar engravidar?

Depende do tipo de malformação. Muitas mulheres com alterações na forma do útero conseguem engravidar normalmente e ter uma gestação saudável.
No entanto, algumas alterações, como o útero septado, podem dificultar a implantação do embrião ou aumentar o risco de abortamentos de repetição. Outras malformações podem estar associadas a parto prematuro ou alterações na posição do bebê durante a gravidez.
Quando há suspeita de malformação uterina, exames de imagem ajudam a entender melhor a anatomia do útero e orientar se existe necessidade de tratamento.

Em que situações é preciso fazer histeroscopia?

A histeroscopia é indicada quando existe suspeita de alterações dentro da cavidade uterina, como septos, aderências ou outras mudanças na anatomia do útero que possam interferir na fertilidade ou na evolução de uma gestação.
Esse exame permite visualizar o interior do útero com uma pequena câmera introduzida pela via vaginal. Em muitos casos, quando uma alteração é identificada, ela pode ser tratada no próprio procedimento, através da histeroscopia cirúrgica.
Por ser minimamente invasiva, a histeroscopia costuma ter recuperação rápida e pode ajudar a restaurar a anatomia normal da cavidade uterina.

Quais são as diferenças entre robótica, laparoscopia e histeroscopia?

Essas três técnicas fazem parte da cirurgia ginecológica minimamente invasiva, mas possuem indicações diferentes. A laparoscopia é realizada por pequenas incisões no abdômen e permite tratar diversas doenças ginecológicas, como endometriose e miomas. A cirurgia robótica utiliza tecnologia assistida por robô, proporcionando maior precisão e melhor visualização em procedimentos mais complexos. Já a histeroscopia é realizada pelo interior do útero, sem cortes externos, sendo indicada principalmente para tratar pólipos endometriais, miomas submucosos e alterações da cavidade uterina.

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